Facebook hackeado: o que fazer e como provar o que foi publicado em seu nome
Como recuperar a conta pelos canais da Meta e, se for seguro, guardar as publicações, mensagens e pedidos de dinheiro que o hacker deixou em seu nome.
Atualizado em
Quando uma conta do Facebook é hackeada, a prioridade é recuperá-la em facebook.com/hacked e avisar os contatos. Se for seguro e não atrasar a recuperação, convém preservar as publicações e mensagens do hacker antes de apagá-las. A TrueScreen certifica esses conteúdos com uma aquisição forense, um selo eletrônico qualificado e um carimbo do tempo qualificado, reconhecidos internacionalmente.
Em resumo
- A Meta reúne em facebook.com/hacked o procedimento para contas pirateadas, a iniciar num dispositivo já usado para entrar no Facebook e em que você confie (Central de Ajuda da Meta).
- A Meta preserva registros de contas por 90 dias somente a pedido das autoridades (diretrizes da Meta para as autoridades).
- Em Portugal, o art. 6.º da Lei n.º 109/2009 prevê o crime de acesso ilegítimo; em alguns casos, o procedimento depende de queixa, com prazo para a apresentar.
- No Brasil, o art. 154-A do Código Penal tipifica a invasão de dispositivo informático (Lei 14.155/2021).
- Uma certificação TrueScreen atesta como e quando um conteúdo era visível, com selo eletrônico qualificado e carimbo do tempo qualificado, não quem o escreveu.
Um caso possível: os seus contatos perguntam por que você pede dinheiro pelo Messenger ou divulga um investimento que promete lucros rápidos. Com o Facebook hackeado, o que fazer primeiro não deixa dúvidas: recuperar a conta e avisar quem pode ser enganado. O problema vem depois, porque apagar o que o hacker publicou elimina justamente o que mostraria o que foi feito em seu nome.
Esta análise faz parte do guia: como certificar um post do Facebook antes que ele suma
O que fazer logo que o seu Facebook for hackeado
Recuperar a conta vem antes de tudo, e a documentação nunca deve atrasá-la. Primeiro o procedimento da Meta, depois a proteção do acesso e o aviso aos contatos; uma vez a conta em segurança, se o que o hacker publicou ainda estiver visível e você puder certificá-lo sem atrasar a recuperação, faça-o antes de apagar.
Recuperar a conta com os procedimentos da Meta
A Meta reúne em facebook.com/hacked o procedimento de recuperação, e a página de ajuda Recuperar uma conta pirateada recomenda iniciá-lo num dispositivo que você já usou para entrar no Facebook e em que você confie.
Com o acesso de volta, ponha primeiro a conta em segurança: troque a senha por uma nova e exclusiva, ative a autenticação de dois fatores, confira o e-mail e o telefone associados e encerre as sessões que você não reconhece. Se havia dados de pagamento salvos, avise o seu banco. Certificar a lista de dispositivos só vale a pena se isso não atrasar nada.
Avisar os seus contatos
Os seus contatos podem ser o alvo seguinte: avise-os da invasão e de que ninguém deve transferir dinheiro nem clicar em links recebidos do seu perfil. Quem recebeu um pedido de dinheiro pode, se concordar, certificá-lo pelo próprio telefone, registrando só essa conversa com a gravação de tela (screen recording) da TrueScreen App enquanto rola as mensagens no Messenger. Quem já transferiu dinheiro deve procurar o banco e as autoridades sem esperar.
Por que documentar o que o hacker deixou, com a conta já em segurança
A recuperação devolve o acesso, mas apagar o que o hacker deixou pode eliminar os vestígios do que aconteceu. A Meta preserva registros de contas por 90 dias só a pedido das autoridades, segundo as diretrizes da Meta para as autoridades. O que você não guardar pode desaparecer.
Publicações, mensagens e pedidos de dinheiro enviados em seu nome
Uma conta pirateada pode deixar rastros: falsos investimentos no perfil, comentários em grupos, pedidos de dinheiro pelo Messenger, nome ou foto alterados. Um conteúdo se documenta melhor enquanto está online; depois de apagado não pode mais ser adquirido e certificado, como qualquer post apagado no Facebook, embora outros elementos possam continuar úteis. Com a TrueScreen, você fixa, com data e hora certificadas, o que apareceu em seu nome antes que seja apagado, pelo hacker ou por outra pessoa.
Acesso ilegítimo e invasão de dispositivo: queixa e boletim de ocorrência
Em Portugal, o art. 6.º da Lei n.º 109/2009, a Lei do Cibercrime, prevê o crime de acesso ilegítimo; em alguns casos, o procedimento depende de queixa, e há prazo para apresentá-la. No Brasil, o art. 154-A do Código Penal tipifica a invasão de dispositivo informático (Lei 14.155/2021), e o fato pode ser comunicado à polícia com um boletim de ocorrência; alguns crimes só se processam com manifestação da vítima e dentro de um prazo.
Conforme os fatos, estas normas podem ser relevantes; se o seu caso se enquadra é uma avaliação do advogado ou da autoridade. Procure orientação cedo, antes de se preocupar com as provas. A queixa e o boletim podem ser apresentados mesmo sem provas: a autoridade avalia o que for apresentado, e uma prova verificável facilita essa avaliação.
Como a TrueScreen certifica as provas de uma conta hackeada
A TrueScreen certifica publicações, comentários, conversas do Messenger e páginas de segurança de uma conta hackeada com uma aquisição forense na fonte. Cada certificação contém um selo eletrônico qualificado e um carimbo do tempo qualificado e atesta como e quando o conteúdo era visível, não quem o escreveu. A TrueScreen não recupera contas, não identifica o autor e não acessa contas de outras pessoas.
| O que fixar | Onde está | Ferramenta TrueScreen | Por que agora |
|---|---|---|---|
| Publicações e comentários em seu nome | Perfil e grupos | Forensic Browser; Browser Extension se houver pressa | Podem ser apagados a qualquer momento |
| Pedidos de dinheiro | Messenger, seu e de quem recebeu | Você: Forensic Browser no Messenger web; o contato, se concordar: só gravação de tela da TrueScreen App no próprio telefone | Os contatos podem apagar as conversas |
| Dispositivos e configurações alteradas | Área de segurança, após o Login | Gravação completa do Forensic Browser ou navegação certificada (Web Browsing Acquisition) da TrueScreen App | Registra o estado da conta depois de colocá-la em segurança |
| Avisos da Meta sobre senha ou e-mail | Caixa de entrada | Mail Certification, por encaminhamento ao endereço dedicado do espaço de trabalho | Vale a partir de quando a TrueScreen o recebe |
| Screenshots já tirados | Galeria do telefone | Certificação de arquivo na TrueScreen App ou no Portal | A certificação data o arquivo a partir desse momento; não mostra quando foi criado |
-
Certificar o que o hacker publicou, se ainda estiver visível
Com a conta já em segurança e sem atrasar a recuperação, se a publicação ainda está visível e for seguro, certifique-a antes de apagá-la ou denunciá-la. O Forensic Browser adquire publicações, comentários e o Messenger web num ambiente controlado; a Browser Extension é o caminho mais rápido quando o conteúdo pode sumir. As conversas do Messenger mostram nomes e mensagens de outras pessoas: abra apenas as que forem necessárias e entregue o pacote só ao advogado ou à polícia. Se a situação o coloca em risco ou o esgota, proteja-se primeiro: o que já foi guardado continua útil.
-
Registrar o acesso recuperado e as alterações na conta
Com a conta já em segurança, faça o Login dentro da gravação completa do Forensic Browser ou da navegação certificada (Web Browsing Acquisition) da App TrueScreen, sem mostrar senhas, códigos de verificação ou códigos de recuperação na tela, e percorra a lista de dispositivos, as configurações alteradas e as mensagens enviadas. Não abra durante a gravação páginas que mostrem chaves ou códigos de recuperação, como a configuração da autenticação de dois fatores.
Os e-mails de aviso da Meta podem ser encaminhados ao endereço dedicado do seu espaço de trabalho com a Mail Certification, a partir de um endereço habilitado como remetente: a TrueScreen só certifica e-mails de remetentes habilitados. A certificação vale a partir de quando a TrueScreen os recebe. Use primeiro os links ou códigos de segurança que o e-mail traga e não divulgue o e-mail certificado além do advogado ou da polícia. Depois de um ataque circulam e-mails falsos de segurança: encaminhe apenas os que você reconhece como autênticos.
-
Guardar o pacote e entregá-lo a quem vai usá-lo
O pacote pode ser verificado de forma independente da TrueScreen, por exemplo no verificador público. Na União Europeia, o Regulamento eIDAS, art. 35.º, n.º 2, e art. 41.º, n.º 2, define os efeitos jurídicos dos selos e dos carimbos do tempo qualificados; a prova em juízo é avaliada pelo juiz caso a caso. Não divulgue o material nas redes sociais: entregue-o ao advogado ou às autoridades.
Em conclusão
Uma vez a conta em segurança, o que o hacker publicou ou enviou documenta-se melhor enquanto está visível e se você puder fazê-lo com segurança, sem atrasar a recuperação. Guardar o material com cuidado e sem divulgá-lo nas redes deixa ao advogado e às autoridades um registro verificável para avaliar a queixa ou o boletim de ocorrência.
Perguntas frequentes
Como saber se a minha conta do Facebook foi pirateada?
Entre os sinais estão senha, e-mail, nome ou foto alterados sem a sua ação e publicações ou mensagens que você nunca escreveu. A área de segurança da conta mostra os dispositivos com sessão ativa. Com a conta já em segurança, essa página pode ser certificada se o Login for feito dentro da gravação completa do Forensic Browser ou da navegação certificada (Web Browsing Acquisition) da TrueScreen App.
Como recuperar uma conta do Facebook que foi hackeada?
Com o Facebook hackeado, o que fazer primeiro é abrir o procedimento oficial da Meta em facebook.com/hacked, num dispositivo que você já usou para entrar no Facebook e em que você confie. Com o acesso de volta, troque a senha, ative a autenticação de dois fatores e encerre as sessões que não reconhece.
Quem responde pelas publicações feitas pelo hacker no meu perfil?
Quem responde, se alguém responder, depende dos fatos e é apreciado caso a caso por quem decide. Um advogado pode dizer se há consequências a avaliar no seu caso. Documentar pode ajudar a mostrar o que apareceu no perfil: a TrueScreen certifica como a publicação aparecia, com data e hora, não quem a escreveu.
Fontes e verificação
Cada dado e cada princípio citado remete à sua fonte, indicada aqui com tipo e data. Links verificados na data de publicação.
| Fonte | Tipo | Dados | Para que é citada |
|---|---|---|---|
| Meta, procedimento para contas pirateadas (facebook.com/hacked) | Documento | 2026 | Ponto de partida oficial para recuperar uma conta hackeada |
| Central de Ajuda do Facebook, Recuperar uma conta pirateada | Documento | 2026 | Indicação de iniciar a recuperação num dispositivo já usado |
| Meta, diretrizes para as autoridades | Documento | 2026 | Preservação de registros de contas por 90 dias a pedido das autoridades |
| Lei n.º 109/2009 (Lei do Cibercrime), art. 6.º | Norma | 2009 | Crime de acesso ilegítimo; em alguns casos, procedimento dependente de queixa |
| Código Penal, art. 154-A (redação da Lei 14.155/2021) | Norma | 2021 | Crime de invasão de dispositivo informático |
| Regulamento (UE) n.º 910/2014 (eIDAS), art. 35.º, n.º 2, e art. 41.º, n.º 2 | Norma | 2014 | Efeitos jurídicos do selo eletrônico qualificado e do carimbo do tempo qualificado |
Com a conta em segurança, certifique o que ainda está visível
Se for seguro e não atrasar a recuperação, a TrueScreen adquire publicações, mensagens e páginas da sua conta com metodologia forense e as certifica com selo eletrônico qualificado e carimbo do tempo qualificado, para entregar ao advogado ou às autoridades.

Redação da TrueScreen
Esta seção é mantida pela redação da TrueScreen, que reúne competências em perícia digital, direito da prova digital e conformidade regulatória. Cada conteúdo é verificado em fontes primárias: textos legais, decisões publicadas, normas técnicas e documentação oficial, sempre citadas no texto.



